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De cola atada resgata ditos campeiros

De cola atada resgata ditos campeiros

Livro ilustrado pelo caçapavano André Krusser Dalmazzo reúne cenas do cotidiano, expressões gaúchas e outras adaptadas. Obra é destinada a quem mora no Sul e a quem deseje conhecer, entender e se acostumar com o “idioma” falado aqui

Notícia boa para o “bagual véio”: chegou De Cola Atada, Ditos no Sul, uma parceria entre o escritor Reinoldo Marchesan e o ilustrador caçapavano André Krusser Dalmazzo, que nasce com o objetivo de reavivar a identidade gaúcha por meio da recompilação de expressões e ditados populares.

São 156 páginas, 276 ditos e 145 ilustrações sobre cenas engraçadas e comuns do nosso cotidiano, pesquisadas primeiro na memória e, depois, na bibliografia gaúcha, como bem destaca o poeta e escritor Jaime Brum Carlos, que assina o prefácio do livro.

A obra é destinada às pessoas que moram no Sul do Brasil, para relembrar expressões que aqui se falavam ou falam, mas também para as de fora do Estado, para que possam conhecer, entender e se acostumar com o “gauchês”, essa mescla de português e espanhol que resultou da miscigenação das raças fronteiriças. O autor Reinoldo Marchesan destaca que, apesar da massificação produzida pelos veículos de comunicação, muito desse modo de falar do gaúcho continua desconhecido para o morador de outros Estados.

A maioria das expressões apresentadas no livro – como andar de rédea solta ou bater o brim – são gaúchas do nascimento, mas outras são adaptadas e tratadas como se filha fossem. Entreverados no texto, como dizem os autores, ”causos que alargam o conteúdo da expressão, como o causo do lobisome, à moda Miguelão, Outros Quinhentos, De cola Atada”.

André Dalmazzo destaca que, embora os autores tenham pensado a obra para que ela conectasse os leitores com os hábitos sulinos, também deixaram uma margem para imaginação, para lembrança e para inclusão de novos ditos. “Tratamos deste livro como um dispositivo ao enriquecimento e a apropriação cultural gaúcha”.

De Cola Atada, Ditos no Sul pode ser adquirido na Casa de Cultura Juarez Teixeira (General Osório, 730) ou direto com os autores pelos telefones (55) 9 9978-8923 (Reinoldo) ou (55)9 9622-6762 (André). O livro custa R$ 50,00 (+9,00 se for enviado), e terá toda a renda da primeira edição doada para instituições assistenciais.

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