Entre os vários projetos em que o vereador Boca Torres (PT) está envolvido, um ganha atenção especial: o rotativo gratuito

 

O vereador Luis Fernando Torres (Boca – PT) vive em Caçapava desde 1979 e se sente caçapavano. Biólogo de formação, ele via esgotos a céu aberto pela cidade, os problemas na área da saúde, e se sentia incomodado com a situação em que as pessoas eram obrigadas a viver. Por isso, entrou na vida pública e se candidatou a vereador para tentar melhorar a cidade.

– Eu vejo muita gente reclamando, mas a gente não pode só reclamar, temos que procurar soluções. Através da política, eu tenho conseguido ajudar e melhorar a vida do povo de Caçapava, que é pra isso que a gente é eleito – comentou.

Boca se sente grato ao povo de Caçapava por confiar em seu trabalho e seguir o elegendo. Com oito anos de vida pública, seu foco são os menos favorecidos. Avaliando esse período, ele considera ter mudado muito e amadurecido. Para o futuro, o objetivo é focar em questões sociais.

– O que estamos vendo é que a situação está cada vez mais complicada para quem têm dificuldades financeiras. Vejo que o ano de 2021 será mais difícil, apesar da vacina, pois há o desemprego. Então, estamos começando muitos projetos, focando sempre nessa parte social – declarou.

Um dos projetos que ele destaca é o do banco municipal de alimentos, que já conta com o apoio de redes de supermercados e da comunidade. Além deste, o vereador está envolvido no projeto para o estacionamento rotativo gratuito, na construção de uma caixa d’agua para beneficiar comunidades no interior do município, na contratação de um médico traumatologista para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e no projeto do Parque da Cascata do Salso.

Sobre o estacionamento rotativo, ele tem como base projetos de outros municípios, e foi pensado para resolver o problema da falta de vagas no Centro. O planejamento é de que seja implementado nas ruas Quinze de Novembro e Sete de Setembro.

– O número de veículos aumentou muito. Às vezes, uma pessoa idosa, ou com problemas de saúde, tem que ir ao banco ou à farmácia e não consegue estacionar. Segundo o projeto, a pessoa teria um tempo para ficar estacionado, que seria de uma hora, e teria de liberar a vaga. E não há a necessidade de ser cobrado, porque temos dois funcionários que são concursados para cuidar do trânsito. É um trecho pequeno, que duas pessoas conseguiriam cuidar – explica.

Quem desobedecer ao tempo em que pode utilizar a vaga, poderá ser multado e até guinchado.

– Fazendo isso de maneira que pegue a todos os infratores, eu tenho certeza que, em seguida, o povo aprende. É pesado, mas é só assim que as pessoas aprendem – disse o vereador.

Uma indicação de Boca foi a contratação de um médico traumatologista para atender aos pacientes pelo SUS aqui na cidade, onde é possível fazer procedimentos de baixa complexidade. Essa medida se fez necessária porque o médico que atuava no município pediu exoneração e, no concurso público em que vagas para tal fim foram disponibilizadas, não houve nenhum inscrito. Segundo o vereador, já há um especialista interessado em assumir em regime de contrato emergencial e atender em Caçapava.

– Nós temos um centro de traumatologia construído no hospital com dinheiro público, doado pela Prefeitura, mas não atende pelo SUS, atende particular e convênios. Nós não podemos deixar que isso continue. Desde 2016 que vem essa situação. Chegou a um ponto em que temos que tomar uma atitude mais drástica para que esse recurso que foi aplicado pelo município beneficie aos pobres, aos trabalhadores – comentou.

Na quarta-feira, dia 20, o vereador teve uma reunião com o chefe de gabinete do diretor do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (DAER), Pablo Teixeira, em Porto Alegre, para tratar da doação de uma área para a construção de uma caixa d’água que beneficiará as regiões da Esquina do Segredo, do Alto da Meia Légua e da Vila Pereirinha.

– Estamos trabalhando neste projeto desde 2016. A extensão da rede foi feita, mas não tem pressão suficiente para abastecer às três localidades. Estamos trabalhando para arrumar uma solução permanente. A caixa d’água vai ter 10 metros de pé, mais 5 metros de água, e tem que ser colocada no Alto da Meia Légua. O projeto vai seguir direto de Porto Alegre para que ande mais rápido – relatou.

Outro projeto no qual Boca está envolvido é o do Parque da Cascata do Salso. Iniciado em 2009, período em que o hoje vereador era secretário Geral do governo de Zauri Tiaraju de Castro, o projeto recebeu verba através de uma emenda do então deputado Marco Maia no valor de R$ 490 mil.

– Infelizmente, por problemas de divergências políticas, esse dinheiro não foi aproveitado, e foi devolvido – explicou.

O projeto foi cadastrado novamente junto ao Ministério do Turismo e, em 2019, em visita a Brasília, o vereador teve uma reunião na qual o projeto foi analisado. Mas, com os problemas do ano de 2020, agora, ele está financeiramente defasado e precisa ser recalculado.

– Assim que isso tiver sido feito e pudermos ir à Brasília, eu pretendo levar esse projeto em mãos ao Ministério do Turismo. O projeto é muito bom e viável de ser feito. É possível que o recurso seja liberado ainda esse ano – declarou.