Ano difícil
É muito difícil de lembrar um ano tão ruim e com tantas peculiaridades como 2018. No início existia uma esperança que a recuperação econômica continuasse e a recessão e desemprego ficasse na lembrança. Os dias foram passando e as esperanças acabaram destruídas pela realidade. Neste exato momento existe perplexidade, total desorientação, falta de rumos, todos meio tontos e atordoados estão sem saber aonde ir. Parece piada, mas o brasileiro esta vivendo um momento de baixo astral e parece que nada vai dar certo. Mesmo com uma busca intensa é impossível catar boas noticias. Muitos achavam que a última da semana seria a desclassificação do Brasil na Copa do Mundo, mas aí veio o domingo e pimba! Mais uma vez a justiça brasileira foi protagonista de mais um fiasco. Um soltava, outro prendia, que vergonha!

Poder Judiciário
Existia uma crença generalizada de que o poder judiciário era o ultimo degrau a recorrer, na certeza da integridade e justeza nas decisões. Era quem poderia salvar a pátria! Mas aos poucos tudo foi ruindo. Magistrados que deixaram de se entender, decisões políticas, cortes desagregadas, leis que são aprovadas, logo discutidas e muitas vezes revogadas, decisões que deixam de serem cumpridas, um verdadeiro caos. Hoje o descrédito na justiça é fato, onde aquela imagem de seriedade e honradez foi para o brejo.

Poder Legislativo
Antigamente era questão de orgulho e satisfação participar do poder legislativo, deputado, senador, etc, mas hoje mudou de maneira muito drástica. O que se vê é um corporativismo aonde em primeiro lugar vem os interesses deles, de seus partidos, de seus grupos de sustentação, ficando o bem do país e da comunidade relegado aos últimos lugares. Inexiste ideologia partidária, e na luta por chegar ao poder vale agir de todas as maneiras. Os membros de um partido político estão ali de passagem, pois logo podem participar de outro inclusive com plataformas diferentes daquelas que defendiam. A política partidária deixou de ser uma coisa séria. Tudo que vem do lado do governo é combatido e derrubado, mesmo que seja para beneficio da maioria. Quando a proposta é em causa própria a aprovação e imediata. Claro que existem bons políticos, mas mesmo estes, pelo fato de serem políticos passaram a serem olhados com desconfiança. Será? O Poder Legislativo é contestado e desacreditado por grande parte dos brasileiros.

Poder Executivo

É quem tem a responsabilidade de realizar as obras e serviços, quer no âmbito federal, estadual e municipal. Todos sabem que para conseguir cargos e angariar votos, o poder público foi absorvendo setores e empresas que deveriam estar nas mãos do setor privado. A consequência foi o crescimento desordenado, se tornando ingovernável. Com conhecimento desta realidade a luta para privatizar e se desfazer destes entes é ferrenha, mas esbarra no corporativismo e interesses pessoais. Todos sabem as reformas a serem realizadas, mas o legislativo demonstra pouco interesse em realizá-las. O crescimento galopante da dívida pública amordaça e barra obras e ações que poderiam trazer benefícios à população. Por outro lado os erros de gestão e o mau uso do dinheiro público abatem a imagem do poder executivo. Devem ainda ser somadas as constantes acusações de fraudes e corrupção que rondam o dia a dia dos principais mandatários do país. Somando e diminuindo o poder executivo brasileiro enfrenta também uma grande desconfiança da incapacidade de resolver problemas e principalmente de fornecer serviços de qualidade.

Economia
É neste cenário de descrédito que os agentes econômicos estão trabalhando. Os daqui após um período de recessão lutam para sobreviver, iniciando um novo caminho com grandes dificuldades. A indefinição política sobre qual grupo que assumirá o poder, o descrédito no legislativo que se mostra incapaz de aprovar as reformas necessárias e a incerteza sobre as regras e leis que vão vigorar e aquelas que serão modificadas, desenha o cenário para o setor privado. Aumentar a produção ou mantê-la? Novos projetos? Contratar ou demitir? No lado dos investidores externos que trazem investimentos a dúvidas são maiores, pois tudo esta indefinido. Como existem alternativas de investimentos com menor margem de risco é possível que os recursos destinados ao Brasil sejam repensados. Este país deixou de ser sério! Sem pessimismo este é o quadro presente que no curto e médio prazo terá grande dificuldade de ser melhorado. Se o ano de 2018 for semelhante a 2017 já é lucro!

Pense

Se não mudar o que faz hoje, todos os amanhãs serão iguais a ontem.