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Informação de Confiança: Nem ordem e nem progresso – Harri Gervásio

Informação de Confiança: Nem ordem e nem progresso – Harri Gervásio

Painel 489 – Ano XI

Voltando
Aquele momento de descanso, férias, é necessário para restaurar as energias perdidas durante o ano,respirar novos ares e conviver num meio diferente. Para repórteres e comentaristas tem maior valor, pois possibilitacolher novos dados, ouvir opiniões e investigar o momento por outro lado. Com muito cuidado realizei uma busca de situações e relatos que refletissem o atual estágio da crise brasileira.

Por onde andei como por aqui o pessoal esta apavorado. Desde o pipoqueiro, vendedor ambulante, comercio em geral e até turistas deixam claro que o 2016 foi pior do que o 2015. Todos reclamam da falta de dinheiroe dizem que a agua já esta batendo no nariz. Além de olhar o hoje, foi muito importante saber que inexiste esperança de que a atual situação se altere no curto prazo, ou seja, vai ser mais um ano de muitas dificuldades. Este quadro já estava bem claro, mas a cada dia que passa o cenário de horror fica mais evidente. O desemprego que hoje já atormenta a todos tende a aumentar, pois muitos dos que aguentaram até agoraestão jogando a toalha.

Nem ordem e nem progresso
O momento brasileiro é extremamente perigoso, pois o quadro econômico esta afetando diretamente no social. Pessoas sem dinheiro, sem emprego e sem esperanças representam bombas-relógios que podem explodir em qualquer lugar e a todo o momento. Os serviços oferecidos pelo setor público na área de saúde, educação e segurança são precários e causam descontentamentos e manifestações. As facções criminosas demonstram, a todo o momento, força e poder crescente.

No aspecto econômico os números devem continuar preocupantes: Desemprego elevado e aumentando; inflação contida, mas ainda alta; renda em queda; juros elevados; indústria navegando na deriva; setor de serviços paralisado; empresas e estabelecimentos fechando; consumo seletivo e setor publico sem recursos para investir. No lado politico a anarquia é total. O que hoje está acertado, amanhã fica diferente.

As principais lideranças do país estão de uma maneira ou de outros envolvidos em escândalos de corrupção ou ações mal resolvidas. Dizem que o pior ainda esta por vir, delações de que ninguém escapa, um verdadeiro tsunami na politica. Em quem e em que acreditar? Existe algum politico neste país, que neste momento, pudesse ter o seu nome apontado como capaz de conduzir o Brasil para um novo cenário.

É neste cenário que o barco vai navegando sem rumo definido, sem capitão confiável no timão, e principalmente sem horizontes claros.Infelizmente as perspectivas negativas e pessimistas do final de ano insistem em continuar. A década perdida esta cada vez mais definida.

Incertezas
O que antes era uma possibilidade de acontecer hoje é uma realidade. Donald Trump durante a campanha abusava de propostas mirabolantes e ficava clara a sua arrogância, mas alguns diziam que uma coisa é o que se fala antes e que depois de eleito muita coisa iria mudar. Foi empossado e piorou, desafiando a tudo e a todos. Brigas com aqueles que o apoiaram, com o seu partido, com países, barrando imigrantes e aos tapascom a imprensa. Neste momento em que o mundo respira mais aliviado com perspectivas favoráveis de crescimento, seria salutar que a primeira economia do mundo estivesse num momento de maior segurança e tranquilidade. As incertezas do Tio Sam respinga em todos.

Para onde vamos?
Levantar o véu do futuro e realizar prognósticos a respeito da economia é um grande desafio, pois o imponderável é enorme, mas os leitores aguardam este tipo de analise. Cenário A -as delações da Odebrecht revelam participação criminosa dos principais agentes políticos do país e o governo fica sem as reformas propostas: todo o esforço para recuperar a economia vai por aguas abaixo e o Brasil continua em recessão. Cenário B -as denuncias deixam de lado os principais agentes políticos e o governo consegue implementar as reformas: provavelmente no segundo semestre os números favoráveis comecem a aparecer e no final do ano, a recessão passa para o estágio de estagnação com o PIB com desempenho em torno de zero. Na verdade a incerteza politica esta prejudicando o humor da economia brasileira.

A chegada ou a saída do fundo do poço depende exclusivamente do clima politico nacional. Por outro lado o governo enxerga números positivos e afirma que a recessão acabou. Tomara que eles estejam certos!

Pense
A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
Harri Goulart Gervásio
Economista
harriconfia@farrapo.com.br 

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