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Informação de Confiança – Projeções – Harri Goulart Gervásio

Informação de Confiança – Projeções – Harri Goulart Gervásio

Projeções
No caminho do último trimestre do ano de 2017, as projeções começam a ficar com um toque maior de certeza, ou seja, o previsto hoje e mais possível que venha acontecer. Em alguns indicadores analisados é possível perceber algumas alterações que ocorreram no decorrer do ano. A escolha foi examinar as projeções do Boletim Focus do Banco Central que pesquisa mais de uma centena de profissionais, economistas, do mercado financeiro nacional. Em janeiro de 2017 a publicação apontava que a inflação do ano, pelo IPCA, iria encerrar em 4,80% e em 2018 ficaria bastante semelhante 4,50%.

Hoje, no último boletim, a aposta é de que o índice fique em 3% e no ano que vem em 4,02%. Pelos números é possível afirmar que em relação à inflação o mercado no início do ano estava mais pessimista e que as medidas tomadas resultaram positivas.

Em relação aos juros, no início do ano a estimativa era de que o 2017 deveria encerrar com uma taxa Selic em torno de 9,75% e 2018 seria de 9,50%. Neste caso o governo foi mais corajoso, provocando fortes quedas permitindo prever que o juro no final do ano deve ficar em 7% repetindo este índice para 2018.


O mercado está mais esperançoso que o governo vai manter as quedas e após um viés neutro. O mercado cambial ficou com expectativa de que o dólar encerraria o ano em torno de US$ 3,40 e 2018 em US$ 3,50. Hoje os valores projetados seriam de US$ 3,25 para dezembro de 2017 e US$ 3,39 para final de 2018. No que se refere ao crescimento da economia em janeiro de 2017 era esperado que o Produto Interno Bruto encerrasse o ano com um número positivo de 0,50%, projetando 2,20% para 2018. O Boletim desta semana indica um crescimento do PIB de 0,72% para este ano e de 2,50 para o ano que vem.


Nesta rápida análise de dois pontos no tempo, início e 10º. mês, os números foram mais favoráveis do que o esperado. Vale lembrar que neste período a turbulência política foi enorme, mas incapaz de piorar os prognósticos. Parece salutar que os agentes econômicos estão mais desassociados dos escândalos e acusações que povoam a mídia no dia a dia. De um lado o pessimismo e incerteza política é crescente, mas no outro surge certo otimismo nos bons ventos da economia, possibilitando coragem para produzir e investir.

O que diz o FMI?
Sempre é bom ter uma visão do lado de fora, ou seja, como o pessoal do lado de lá está vendo a trajetória e os resultados do Brasil. Em relatório recente, Panorama Econômico Global, o FMI fez uma abordagem sobre as perspectivas de crescimento da economia global destacando os números de vários países. Segundo eles o mundo deverá crescer este ano cerca de 3% e em 2018 ficará em 3,7%. Destaque para a China com 6,8% e 6,5% respectivamente em 2017/2018 e a Índia com 6,7% e 7,4%. Estados Unidos bem mais abaixo com 2,2% e 2,3%.

Menos do que 2% ficam México, Alemanha, Rússia, Reino Unido, França, Italia e Japão. Segundo eles o Brasil deverá crescer 0,7% em 2017 e 1,5% em 2018. É bom salientar que no mês de julho o FMI dizia que o crescimento por aqui neste ano seria de apenas 0,3%, ou seja, as projeções foram melhoradas.

O Fundo afirma que a restauração gradual da confiança depende da implementação das reformas propostas e a diminuição das incertezas políticas. Olhando acima da para perceber que as projeções dos economistas entrevistados pelo BC estão mais otimistas que o FMI em relação ao próximo ano. Em relação à economia mundial dá para notar a importância dos números da China e Índia que alteram positivamente o resultado global. Falando em resultado global, média do crescimento da economia mundial, a observação traz tristeza em ver o Brasil tão distante da média, ou seja, o país mais uma vez está ficando para trás.

Renda per capita
A renda per capita de um país é um dos mais importantes indicadores, pois é responsável por demonstrar o poder de consumo de um povo. Dizem os analistas que o Brasil vai levar dez anos para voltar a níveis anteriores, ou seja, se tudo correr muito bem, o povo brasileiro vai igualar em 2023 a renda que tinha em 2013. Até lá todos vão puxar uma corda ensaboada. Como inexiste almoço grátis, o jeito é continuar pagando por graves erros na gestão pública. Como disse Sergio Moro é necessário ser um bom gestor, fazer coisas boas, mas ser honesto!

Pense
O bom humor está um nível acima da inteligência.

Harri Gervásio
Economista

20.10.2017

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