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Informação de Confiança: Tempos bicudos – Harri Goulart Gervásio

Informação de Confiança: Tempos bicudos – Harri Goulart Gervásio

Tempos bicudos
Em tempos bicudos o que menos existem são boas noticias. A mídia, de uma maneira geral parece que escolhes as tragédias, fatos negativos e notícias ruins, claro que brigando pela audiência. Se fossem excluídas todas as más notícias os programas sairiam do ar. Quando as boas novas surgem são relegadas a um segundo plano, sem manchetes prévias, logo depois do intervalo comercial, quando o pessoal esta voltando a ter novamente atenção. Neste espaço o propósito é informar e esclarecer fatos e notícias importantes, vinculados a economia,com uma visão de futuro e sem criticas nominadas. Vamos lá! Parece que agora o momento politico está mais calmo, sem acusações e decisões de curto prazo que poderiam mudar o rumo do barco Brasil. O ultimo trimestre esta logo ali, sendo possível sentir o cheiro do Papai Noel e das férias. Ao que parece nada vai mudar e o 2017 foi mais um perdido. É uma pena que um país subdesenvolvido como o Brasil venha perdendo oportunidade ano após ano, década após década, de através de uma gestão publica eficiente galgar os degraus do desenvolvimento. Quando todo o mundo acha que agora vai, vem o balde agua fria levando a todos a realidade por demais conhecida, e desestimulante. Isto é Brasil! Mudanças? Todos querem, mas ninguém quer mudar. Basta ver a dificuldades encontradas para promover reformas que são necessárias, mas na hora o corporativismo e o lado pessoal falam mais alto. Até quando os políticos vão conduzir este país ao abismo da incerteza e da insegurança? O pior de tudo é que qualquer alteração a ser feita tem que passar pelo aval deles e aí a coisa fica difícil. É preciso muita coragem para ter esperanças.


Diminuindo de tamanho
Todos sabem que o setor público se tornou um monstro incapaz de ser governado. No inicio foram criados órgãos, e instituições para de promover o desenvolvimento, ativando setores que a iniciativa privada teria dificuldades e que seriam necessários ao processo. Tudo bem! Acontece que foi se tornando um hábito, abocanhando mais fatias do mercado, em muitos casos desnecessários. Num segundo momento os investimentos em novas empresas e negócios foram sustentados pela oportunidade de dar emprego e empregando vinha os votos. E aí a coisa desandou! Hoje existe consciência de que este quadro tem que ser alterado, pois o setor público esta inchado, e com a deficiência na gestão, fica evidente a hora da mudança. Por todos os lados se vê a força que esta sendo feita para passar vários órgãos para a iniciativa privada, tentando o fortalecimento destes pela expectativa de boa administração como também para atrair investimentos. Recentemente o governo federal encaminhou 57 projetos de concessões que vão desde a Casa da Moeda, passando por aeroportos, rodovias etc. Aqui no Estado o movimento é o mesmo. Porque que o Governo do Estado tem que ter um zoológico, ou uma gráfica? Tomara que eles consigam reduzir o tamanho do setor publico com diminuição de custos e trazendo melhores qualidades nos serviços. Caso isto deixe de ser feito vamos todos morrer abraçados!


Para baixo e para cima
O ultimo boletim Focus, do Banco Central traz números, positivos. Diferente das expectativas dos especialistas, o povo apostava que a inflação iria crescer devido o aumento dos combustíveis, inclusive contando com a robusta participação da mídia. Os economistas entrevistados dizem que a inflação, IPCA,para o encerramento de 2017, que antes estava em 3,51% passou para 3,45%, abaixo do centro da meta  fixada em 3,50%. Para 2018 será 4,20%. Enquanto no relatório os números do IPCA são declinantes, no Produto Interno Bruto o resultado esperado é de alta. Para este ano a economia brasileira vai ter crescimento perto do zero, 0,34% e para 2018, mais otimistas, projetam desempenho de 2%. Em relação aos juros o movimento é inverso, em queda. O mercado financeiro baixou a sua previsão para a taxa básica de juros, prevendo uma Selic de 7,25% e 2018 deve fechar em 7,5%. Como hoje os juros são de 9,25% ao ano a expectativa é de uma queda de dois pontos percentuais o que anima o mercado. Em relação ao dólar a aposta é que feche este ano em R$ 3,23 e para 2018 um pouco mais, R$ 3,38%. A balança comercial brasileira este ano será positiva em US$ 61 bilhões e existe a expectativa de que os investimentos estrangeiros atinjam US$ 75 bilhões em 2017 e também em 2018. Saindo de uma recessão profunda como a que aconteceu nos últimos 30 meses, estes números servem de alento, o pior já passou, restando agora o arrefecimento da crise politica.Os números da economia estão indo para cima e os da politica para baixo. Que fase!


Pense
Se eu tivesse 9 horas para cortar uma arvore passaria 8 horas afiando o machado.

Harri Goulart Gervásio
Economista

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