Nos últimos 19 anos o rebanho bovino do município registrou uma pequena elevação. Em 1999, ano em que a Gazeta foi lançada, bois, vacas, touros, novilhas e terneiros somavam 192 mil animais em 2.804 propriedades. Dados da Inspetoria Veterinária local desta semana mostram que hoje, 2.903 produtores têm195.691 mil animais nos campos de Caçapava.

Houve diminuição na quantidade de equinos. No final da década de noventa eram 10 animais. Hoje, estão em 7.569 equinos. Já o rebanho ovino teve uma drástica redução no número de animais. Há 19 anos o município contabiliza 83.928 mil ovinos. Atualmente soma apenas 59.804 mil.

A médica veterinária, Nathalia de Bem Bidone, chefe da Inspetoria, avalia que a diminuição do rebanho ovino é devido ao aumento do crime de abigeato nos últimos anos.

INSEGURANÇA NO CAMPO
Para reforçar a segurança no campo, foi lançada na quinta-feira, dia 5, uma mobilização para estimular denúncias e registros de crimes rurais e de abigeato no Estado.

A mobilização liderada pela Frente Parlamentar de Combate aos Crimes Agropecuários (FPCCA) da Assembleia Legislativa foi motivada pela recente criação de duas Delegacias de Polícia Especializadas em Crimes Rurais e de Abigeato (Decrabs), em Santiago e Bagé.

– As unidades, que são pioneiras no Brasil, já começaram a dar bons resultados. Agora é importante que o cidadão faça a sua parte registrando as denúncias na delegacia mais próxima ou na Decrab de sua região. Só vamos mudar a realidade com o envolvimento das pessoas – destacam os integrantes da Frente.

REAÇÃO À VIOLÊNCIA
O campo, responsável por 46% do PIB gaúcho, teve mais de 10 mil ocorrências de crimes em 2016, com perdas estimadas em R$ 200 milhões.

Em agosto de 2016, foi ativada a Força-Tarefa de Combate aos Crimes Rurais e Abigeato da Polícia Civil, apresentando resultados significativos. No primeiro trimestre de 2018, em comparação ao mesmo período do ano anterior, houve redução de 30% nos casos.

Devido a esse desempenho, foi criada a Frente Parlamentar de Combate aos Crimes Agropecuários, para dar mais intensidade à força-tarefa. A iniciativa busca também integrar todos os envolvidos no combate à violência no campo, como Brigada Militar, Vigilância Sanitária, Fiscalização Agropecuária, Fazenda Estadual e Sindicatos Rurais.

Por Marcelo Marques