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Marina

Marina

Este é o quarto romance publicado por Carlos Ruiz Zafón. Assim como o livro, esta coluna não poderia ter outro título, afinal de contas, Marina está por trás de tudo o que acontece, assume o papel de protagonista no sentido mais amplo que essa palavra possa ter. É ela quem faz a estória se mover.

Em nota introdutória à edição, Zafón fala que seus quatro primeiros romances foram publicados como obras infanto-juvenis. Mas não se deixe afastar de Marina por isso. Esqueça qualquer estereotipo sobre esses livros, Marina não se encaixa em nenhum deles. Tudo é permeado por um “q” de mistério, e a verdade é surpreendente.

Nessa mesma nota, Zafón diz que tinha a esperança “de que [esses romances] tivessem apelo para gente de todas as idades” (p. 5). Em minha opinião, com Marina, o objetivo foi alcançado: é um livro que fala a todos. E, apesar das quase 200 páginas, é devorado com rapidez. A estória prende o leitor de uma forma que não é possível parar, porque, se não soubermos o que aconteceu, não deixaremos de pensar no assunto.

Narrada por Óscar Drai, a trama se passa em Barcelona, na época em que ele tinha 15 anos e estudava em um internato, de onde costumava fugir todos os dias, após as aulas, para explorar a cidade.

É graças a essas saídas que Óscar conhece Marina. Um dia, o jovem topa com um antigo casarão que o encanta. O imóvel parece abandonado, mas uma música toca em seu interior e leva Óscar a entrar. Porém, ele se assusta ao ver alguém aproximar-se e foge, só parando de correr quando chega ao internato. É então que percebe que tem um relógio de bolso nas mãos.

Ao voltar ao casarão para devolvê-lo, fica amigo de Marina e de seu pai, Germán. Também neste dia, a menina diz a Óscar que o pai está muito doente. Isso moverá parte da trama. Marina também pergunta ao garoto se ele gosta de mistérios, e sua resposta afirmativa moverá a outra parte.

Marina leva Óscar até um cemitério muito escondido, aonde poucos sabem chegar. Lá, eles observam uma mulher misteriosa depositar uma única flor em um túmulo apenas identificado por um símbolo desconhecido. Depois, seguem-na pelas ruas de Barcelona até a perderem em uma viela com construções abandonadas. E, em uma delas, veem o símbolo novamente.

A partir de então, coisas esquisitas – e até mesmo assustadoras – acontecerão, e Óscar e Marina se verão envolvidos em algo muito perigoso. Quem é essa mulher, e o que significa aquele símbolo?

Já falei várias vezes sobre a importância de reler os livros. Com Marina, essa experiência é um pouco diferente. Como disse antes, há uma verdade surpreendente. E sabendo dela, ao reler a obra, diversas passagens adquirem novos significados.

 

Referência:

ZAFÓN, Carlos Ruiz. Marina. Tradução de Eliana Aguiar. 1ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. 192p.

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