Segundo o Blog da Andréia Sai (G1), o delegado Tiago Delabary, responsável pelo inquérito da Odebrecht, mandou intimar um ex-assessor do ministro Eliseu Padilha (MDB-RS), da Casa Civil, e de ex-executivos da Odebrecht no inquérito que apura se houve pagamento de R$ 10 milhões da construtora ao MDB, após negociação no Palácio do Jaburu.

No último dia 4, Delabary mandou intimar o ex-assessor parlamentar de Padilha, Ibanez Filter, além dos executivos Marcelo Odebrecht e Fernando Migliaccio, este último ex-chefe do departamento de propina da Odebrecht.

Segundo depoimento revelado pela GloboNews na sexta-feira (11), Ibanez foi apontado pelo doleiro Antonio Claudio Albernaz, o Tonico, como a pessoa que recebeu, em 2014, R$ 1 milhão da Odebrecht que seria destinado ao codinome Angorá. Delatores da Odebrecht usavam Angorá para se referir a Eliseu Padilha e Moreira Franco.

Tonico informou à PF neste depoimento que, em julho ou agosto de 2014, ele foi procurado por Fernando Migliaccio, da Odebrecht, com a orientação de repassar R$ 1 milhão. “Pareceu que havia urgência na entrega”, disse.

Segundo ele, o valor foi atípico, porque normalmente fazia entregar menores de R$ 100 mil. Tonico disse ter informado a Migliaccio que não tinha como disponibilizar valores tão altos, e recebeu a resposta de que o dinheiro seria providenciado para ele.

O escritório de Tonico foi usado como ponto de entrega do dinheiro. Ele informou aos investigadores que não conhecia o homem que foi buscar os valores, mas, depois, tendo aparecido uma figura no cadastro “Angorá”, reconheceu Ibanez porque o ex-assessor de Padilha era conhecido em Porto Alegre por suas ligações com o Grupo Hospitalar Conceição.

Após o depoimento, Tonico foi solicitado a identificar, entre seis fotos de homens brancos de aproximadamente 60 anos, quem seria Ibanez Filter. Diz o documento que “o reconhecedor apontou com segurança e presteza a pessoa identificada na Foto nº 5 como sendo o mesmo que Ibanez Filter”.

A PF também intimou neste mesmo inquérito o publicitário Duda Mendonça, responsável pela campanha de Paulo Skaf (MDB) ao governo de São Paulo em 2014.

Segundo delatores, parte dos R$ 10 milhões da Odebrecht no Jaburu seria usada para pagar os serviços do marqueteiro.

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