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Ministério da Saúde amplia público-alvo de seis vacinas

Ministério da Saúde amplia público-alvo de seis vacinas

Para a campanha de vacinação deste ano, o Ministério da Saúde decidiu ampliar o público-alvo de seis vacinas. A faixa etária de quem vai receber as doses de tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A será expandida.

A medida foi possível devido à economia de R$ 66,5 milhões, obtida pelo Ministério da Saúde a partir da negociação e redução de até 11% no valor da dose de três vacinas: Hepatite A, HPV e dTpa. Com isso, foi possível ampliar a cobertura vacinal e a adquirir mais de 11,5 milhões de doses da vacina de febre amarela.

A coordenadora do Programa Nacional de imunização (PNI), Carla Domingues, alertou para a necessidade da população ficar atenta às vacinas que estão disponíveis durante todo o ano nos postos de saúde.

“Não adianta termos todas as vacinas preconizadas pelo Organização Mundial de Saúde (OMS) disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) se a população não se conscientizar da necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada”, destacou Carla Domingues.

Hepatite A
A vacina hepatite A passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos de idade. Antes, a idade máxima era até 2 anos. Além disso, estudos também têm demonstrado que, em cerca de 95% dos vacinados, há produção de anticorpos em níveis protetores quatro semanas após a vacinação com uma dose.

Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela)
Em 2017, para as crianças, há ampliação da oferta da vacina tetra viral, passando a ser administrada de 15 meses até quatro anos de idade. Antes era administrada na faixa etária de 15 meses a menor de dois anos de idade. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação das crianças com a tríplice viral (sarampo, Caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade (primeira dose) e aos 15 meses com a tetra viral (segunda dose com a varicela).

HPV
Também será ofertada, a partir deste ano, a vacina HPV para meninos. Desde 2014, a vacina é oferecida para meninas de 9 a 13 anos. Agora, o público-alvo incluirá também meninas de 14 anos. Ainda para neste ano, além dos meninos, a vacina também será oferecida para homens vivendo com HIV e Aids, entre 9 e 26 anos de idade, e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos. Desde 2015, as mulheres (9 e 26 anos) que vivem com HIV/Aids recebem a vacina.

Meningocócica C
O Ministério da Saúde também passou a disponibilizar a vacina meningocócica C (conjugada) para adolescentes de 12 a 13 anos. A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes com 9 anos até 13 anos.

A meta é vacinar 80% do público-alvo, formado por 7,2 milhões de adolescentes. Além de proporcionar proteção aos adolescentes, a ampliação vai proteger indiretamente as pessoas não vacinadas. O esquema vacinal para esse público será de um reforço ou uma dose única, conforme a situação vacinal.

dTpa adulto
A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (acelular) do tipo adulto passa a ser recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana de gestação. As mulheres que não se vacinaram durante a gestação devem receber uma dose de dTpa no puerpério. Com essa medida, o Ministério da Saúde busca proteger os bebês contra a coqueluche com os anticorpos transferidos da mãe para o feto.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
Outra alteração se deu para a vacina tríplice viral, com a introdução da segunda dose para a população de 20 a 29 anos de idade. Anteriormente, a segunda dose era administrada até os 19 anos de idade. Com esta mudança, a imunização vai atingir também adolescentes e adultos jovens entre os quais tem aumentado os casos de caxumba nessa faixa etária.

A adoção do esquema de duas doses para esse grupo contribuirá na redução de casos da doença. Deste modo, duas doses contra sarampo, caxumba e rubéola passam a ser disponibilizadas para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade. Para os adultos de 30 a 49 anos permanece a indicação de apenas uma dose de tríplice viral.

 


Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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