A história começa assim: uma cadela cruza com um cão da mesma raça e, tempos depois, a ninhada nasce. Entre os filhotes pedigree, um “intruso” sem raça definida também vem ao mundo – e é a cara do pet da vizinha. Apesar de parecer estranho, o nascimento de cachorros de diferentes pais é comum e pode ocorrer com fêmeas de qualquer raça, como explica a médica veterinária, Ardalla Ferreira (Mascoti).

“Cadelas podem ter filhos de pais distintos devido ao cio longo. Além disso, às vezes aceitam vários machos durante o período”, diz.

Assim donos, de fêmeas precisam se prevenir durante todo o tempo entre aceitação, ovulação e fertilização, que pode durar de seis a nove dias.

Nesse intervalo, mesmo peludas que já tenham cruzado podem engravidar de outros cães, como ocorreu um caso narrado.

Isso acontece porque, em um cio, vários óvulos são liberados e cada um pode ser fecundado por um espermatozoide diferente. De acordo com a veterinária, o número de óvulos passíveis de fecundação varia, mas cadelas pequenas tendem a ter poucos filhotes de uma vez, enquanto as de grande porte produzem mais óvulos e, portanto, criam uma quantidade maior.

Ardalla Ferreira
Médica Veterinária (Mascoti)