É grande a preocupação em conhecer os novos hábitos e exigências dos consumidores que foram alterados em função da pandemia. O fato de se manter em casa fez com que tudo fosse repensado: o que e onde comer; o que vestir; quando sair; aonde ir; com quem falar; o que e como comprar, etc. Hoje o consumidor esta com uma série de duvidas e incertezas, desconhecendo até quando devem durar as restrições e como vai se comportar frente a uma nova realidade. Imagine que se a situação esta torturando o dia a dia dos consumidores o que sobra para os comerciantes e servidores que estão se desdobrando para atender a todos e sobreviver a este momento. Como se preparar para atender o novo consumidor com novos hábitos e exigências? O que devo alterar no meu negócio e readequa-lo para um novo momento?

Tudo que puder ser antecipado com informações e dados das pretensões do consumidor vão ajudar em muito no processo de planejamento e organização das empresas e serviços.

Novo normal.

O Instituto Locomotiva realizou recentemente uma pesquisa com o objetivo de saber qual vai ser o comportamento do consumidor no momento pós-pandemia e estes dados com certeza serão de extrema valia para entender o futuro. Em relação aos shoppings, que estão aos poucos reabrindo e ainda com horário reduzido de atendimento, 74% dos entrevistados revelaram que pretendem, no fim do isolamento,  evitar a ida. Hoje um dado que já mostra este novo cliente é divulgado pelo presidente da Associação de Lojistas de Shoppings de São Paulo que diz que o frequentador gasta dentro do estabelecimento apenas 25 minutos, quando antes da pandemia permaneciam 75 minutos. A ida é para comprar, passeio como antigamente, nem pensar. Quando a pandemia acabar, 67% pretendem evitar as lojas de comércio de rua; 69% evitar restaurantes; 55% pretendem ir menos a salões de beleza e barbearias e 45% se dizem pré-dispostos a evitar academias de ginásticas. Em relação a higiene também o futuro vai ser diferente. 52% dos entrevistados dizem que pretendem continuar fazendo sempre o uso de álcool em gel, mas apenas 27% pretendem manter distância em filas e espaços públicos. No que se referem a abraços, beijos e apertos de mão, 68% dizem que pretendem evitar este hábito por algum tempo depois do fim da quarentena. Deve ficar claro que estes dados se referem a este momento, onde a instabilidade emocional e o medo estão muito presentes. Daqui um mês ou 60 dias o resultado deve ser diferente. É um grande desafio para empresários e prestadores de serviços que estão dispostos a continuar lutando pela sobrevivência e pela satisfação dos seus clientes. Quem viver verá! 

Reforma tributária.

A luta do momento é a reforma tributária que estava a décadas sepultada e agora volta a pauta. Sempre foi muito comentada por todos, como necessária e urgente, mas nunca passava das conversas. É bom que fique claro que mesmo considerando que a carga tributária é elevada inexiste possibilidade de que venha  ser reduzida. Isto é básico e está bem definido. Na verdade o projeto visa simplificar o sistema tributário brasileiro que, com o passar do tempo, foi sendo criado impostos e regras ficando uma verdadeira colcha de retalhos. Determinados impostos vão ser incorporados por outros, mudanças de alíquotas, etc, visando simplificar o sistema. Tem setores que vão ser mais taxados e outros vão ter o custo reduzido. É uma questão matemática: para diminuir uns tem que aumentar outros. Um exemplo claro é o desejo do governo de reduzir o custo na folha de pagamento das empresas, mas para isto acontecer, esta redução tem que ser absorvida por aumento em outro setor ou imposto. A mídia e os analistas falam muito de que é inaceitável a criação de novos impostos, mas isto vai existir. Exemplo com a união do Pis e Cofins surgirá a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A verdade é que todos sabem da necessidade e querem esta reforma, mas ninguém quer perder o que já tem ou ver aumentado o que já paga. Alguns vão pagar menos e outros pagarão mais. O mais difícil vai ser conciliar os interesses de municípios, estados e união, pois todos querem mais recursos, mas o tamanho do bolo deve permanecer o mesmo. É uma verdadeira briga de foice!

Pense.

É melhor conquistar a si mesmo do que vencer mil batalhas.

Por Economista Harri Goulart Gervásio