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Uma obra para quatro prefeitos

Uma obra para quatro prefeitos

Há nove anos a solução para abertura de vagas na Educação Infantil em Caçapava estava depositada na construção da Creche do programa Pro-Infância do governo federal na Vila Henriques. No entanto, a esperança de dezenas de famílias que poderiam ser beneficiadas até agora, não passou de promessas.

O projeto iniciado no governo Erli Vargas (PMDB), passou pela Administração do Coronel Tiaraju (PT), Otomar Vivian (PP) e ainda não foi concluído. O prefeito Giovani Amestoy (PDT) é o quatro gestor público que terá o desafio de terminar a obra.

Apesar da burocracias e erros administrativos, principalmente na gestão do PT, o término da obra por três eleições municipais foi usada como bandeira de campanha pelos candidatos a prefeito.


O local, que por anos foi usado por vândalos e usuários de drogas, hoje está com cerca de 70% da obra concluída. Para evitar atos de vandalismo, a Prefeitura colocou vigilantes para preservar o prédio público.


Parada por um longo período, a construção avançou bastante no último ano da administração passada, no então, após vários anúncios de término, a obra ainda está inacabada.


NOVELA
Um novo capítulo da “novela” foi escrito nesta semana. O prefeito Giovani Amestoy convidou a imprensa, a Secretária de Educação, Leslie Maicá e o Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Flávio Monteiro, para uma visita a creche na segunda-feira, dia 08.


Segundo o prefeito, apesar de ter sido repassado à equipe de transição que faltava apenas 10% para conclusão da obra, os servidores públicos responsáveis pela execução do serviço disseram que faltam em torno de 30%, sendo que apenas um lado do prédio, de três partes (ala de salas, ala de refeitório e pátio e ala de banheiros e dormitórios) está parcialmente concluído.


A reportagem da Gazeta também acompanhou a ação da nova Administração e constatou que o local ainda está cercado com arame farpado, faltam calçamento e instalações elétricas e hidráulicas e tem problemas de infiltração.


De acordo com o secretário Flávio Monteiro, cerca de R$ 90 mil para execução da obra estão bloqueados e ainda faltam R$ 300 mil para conclusão da obra.


DINHEIRO
O Secretário de Planejamento informou ainda que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) exige a devolução de R$ 790 mil dos recursos de repasses caso a obra não seja entregue.


“Esse valor não está corrigido. Caso isso ocorra, teríamos de devolver mais de R$ 2 milhões, pois o FNDE alega que a obra teve pagamentos irregulares em 2009, que ocasionou reposição dos serviços pagos e não efetuados. E que ainda em 2014 a obra foi retomada com mão-de-obra própria para abater o valor de contrapartida, cuja licitação de material e de mão-de-obra não possui documentação oficial exigida pelo FNDE, que apontou inconformidades de execução do projeto”, informou Monteiro.


Apesar de anúncio do governo anterior de início das atividades no início do ano letivo, a nova Secretária de Educação Leslie Maicá informou que não há previsão da creche ser aberta.


Segundo a Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura, o prefeito disse que pretende ir à Brasília na busca de solução para o problema que se arrasta por diversos anos.


“Vou pedir ao FNDE reconsideração da devolução exigida do valor pela falta de término da obra, além de novo prazo e aditivo para a conclusão da Creche da Vila Henriques”, falou Giovani Amestoy.

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