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Opinião – Desenvolvendo Inteligência Colaborativa – Marcírio Chaves

‘Colaboração é algo que você faz com outro colega ou empresa para alcançar grandeza’. Essa é a definição usada no Vale do Silício, EUA para o termo colaboração. Para desenvolver colaboração, é necessário conhecer os padrões mentais de quem você está tentando colaborar.

Os padrões mentais podem ser sintetizados em três tipos: Algumas pessoas são mais auditivas (preferem ouvir, falar, discutir e contar histórias), outras cinestésicas (preferem manifestar-se por meio de movimento e experimentando as coisas), enquanto o terceiro tipo envolve as pessoas com pensamento visual (aquelas em que predomina o olhar, a observação, a leitura e a escrita).

Para se tentar detectar os padrões mentais dos nossos interlocutores, é necessário perceber qual dos seguintes três tipos de atenção predomina na mente deles. A atenção focada se manifesta na mente consciente – concentração para a realização de tarefas, tomada de decisão e atenção aos detalhes e prazos. A atenção alternada, que é um estado da mente subconsciente, tentar entender algo e pesar escolhas múltiplas. Já a atenção aberta é um estado da mente inconsciente – imaginar possibilidades, novas formas de abordar problemas clássicos e associar experiências passadas, histórias e pessoas.

Os padrões mentais podem ser combinados com base nos diferentes tipos de atenção, o que leva a seis diferentes combinações: 1. Visual, Auditiva e Cinestésica; 2. Visual, Cinestésica e Auditiva; 3. Cinestésica, Auditiva e Visual; 4. Cinestésica, Visual e Auditiva; 5. Auditiva, Visual e Cinestésica; e 6. Auditiva, Cinestésica e Visual. A ordem dos padrões determina sua predominância em cada combinação.

Ao conseguirmos enquadrar nosso interlocutor em uma dessas seis combinações mentais, nós podemos articular uma aproximação melhor para iniciar qualquer tipo de colaboração. Além disso, saber utilizar esses padrões mentais, nos permite detectar talentos mais rapidamente e facilmente. Essa habilidade, ou inteligência colaborativa, pode ser um diferencial no perfil de qualquer profissional em qualquer área do conhecimento.

Como começar a colaborar com pessoas que possuem padrões mentais diferentes é a questão que Dawna Markova e Angie McArthur respondem no livro intitulado ‘Collaborative Intelligence: Thinking with People Who Think Differently’, de 2015. ‘Inteligência Colaborativa: Pensando com pessoas que pensam diferente’, numa tradução livre.

 

Marcirio Silveira Chaves
Professor e Pesquisador, PUCRS
http://mchaves.wikidot.com
mschaves@gmail.com 


NOTA
Devido a novos compromissos profissionais, a partir de hoje essa coluna, assinada por mim, deixa de ser quinzenal. Pretendo continuar colaborando com a Gazeta, mas em uma periodicidade menor.

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