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Opinião: valorizando nossos espaços verdes – Débora Saldanha de Freitas

Opinião: valorizando nossos espaços verdes – Débora Saldanha de Freitas

(Foto: Amigos da Fonte do Mato)


Não é de hoje o conhecimento dos benefícios que o contato com a natureza traz para nossa saúde mental.  Em 1889, Van Gogh já relatava o quanto este contato foi terapêutico  no tempo em que ele estava internado para tratar de um transtorno mental, tendo retratado muito bem este sentimento através de seus quadros.

Em 1984, nos Estados Unidos, foi realizada uma pesquisa com pacientes de um hospital na Pensilvânia onde aqueles que estavam internados em quartos com vista para o pátio com árvores apresentaram uma melhora mais rápida do que aqueles que estavam internados em quartos com janelas voltadas para prédios.

O contato com a natureza proporciona a melhora das funções cognitivas, ajuda no tratamento da depressão, diminui a ansiedade, produz alívio do stress, entre outros tantos benefícios. Em relação às crianças, ajuda no desenvolvimento em diferentes áreas, desde aspectos do desenvolvimento motor, na interação social, na capacidade criativa e de imaginação, até como auxiliar no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

De acordo com estudos recentes, uma breve caminhada em áreas verdes pode trazer benefícios importantes para a  autoestima e o humor, mesmo que seja um contato de cinco minutos, como uma pesquisa do Reino Unido comprovou.

Sabendo de todos estes benefícios e sabendo do potencial que temos em nossa cidade em relação a espaços verdes, não teríamos motivos para não levar a sério uma proposta de utilizarmos estes recursos para nossa saúde física e mental.

Mas, para que isso aconteça, talvez seja necessário uma mudança de paradigma, pois muitas pessoas ainda trazem o conceito de que aquilo que é público é apenas o Poder Público que tem que cuidar. O bem público é de todos nós e, sendo assim, todos precisamos preservar e conservar: praças, parques, canteiros, nossas ruas.

Caçapava do Sul é uma cidade riquíssima de espaços junto à natureza, com potencial para proporcionar à população alternativas de lazer diferenciadas. Porém, cabe a nós, exercendo nossa cidadania, nos engajarmos em movimentos coletivos e voluntários a fim de valorizar estes espaços.

Em muitas cidades existem programas de adoção de praças e parques por parte da comunidade, da vizinhança local, das empresas, etc. Curitiba, Belo Horizonte, assim como cidades de pequeno porte já desenvolvem programas nesta linha (Cidade Jardim, Adote o Verde, entre outros).

O resultado é uma maior qualidade de vida onde todos se beneficiam, além do desenvolvimento de uma boa prática ambiental.

Afinal, que cidade queremos?  Vamos olhar com mais carinho e atenção para tantas belezas que temos ao nosso redor e fazermos a nossa parte.

 

Débora Saldanha de Freitas
Psicóloga

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