O cristão que deixa Jesus entrar na sua vida não tem razões para ficar triste, segundo o Papa Francisco. O que alimenta a nossa vida é a fé. Ela é dom de Deus, precioso, que não é reservado à poucos, mas partilhado, oferecido com generosidade a todos. Esse dom da fé abre a nossa mente para conhecer e amar a Deus e ter a alegria de nos sentir amados por Ele. A fé pede nossa resposta pessoal, gratos pela sua infinita misericórdia. Sem o compromisso missionário, nos tornaremos cristãos isolados, estéreis e enfermos.

O anúncio do Evangelho faz parte do ser discípulo de Cristo e é um compromisso constante que anima toda a vida da Igreja. Cada comunidade é adulta quando professa a fé, celebra-a com alegria a liturgia, vive a caridade e anuncia sem descanso a Palavra de Deus, saindo do seu próprio recinto para levá-la também à periferia, sobretudo aos que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer Jesus Cristo. A solidez da nossa fé pode ser medida pela capacidade de comunicá-la aos outros.

A fé nos impulsiona a sermos discípulos missionários de Cristo. A missão não é apenas uma questão de território geográfico, mas dos povos, das culturas e das pessoas individuais, precisamente porque as “fronteiras” da fé não ultrapassam somente lugares e tradições humanas, mas o coração de cada homem e de cada mulher. A mensagem do amor, vivida e transmitida por Jesus, passa pela nossa razão, desce ao coração e transparece em nossas obras. Conforme São Tiago a fé sem as obras é morta (cf. Tg 2, 14-26).

O que me impressiona em Jesus é a sua alegria. Na bíblia encontramos muitas situações em que Jesus estava sorrindo. Poucas vezes ele chorou. Isso significa que o cristão deve ser alegre. Alegria pela vida. Alegria pelas conquistas. Alegria pelos momentos em família. Alegria pelo nascimento dos filhos. Alegria em participar da Igreja. Alegria em ser cristão.

Pe. Rudinei Lasch
Paróquia N. Sra. da Assunção – Caçapava do Sul (RS)

Publicado em 20/06/2017, às 15h16