30 anos – 1987 – 1017

 

Para falar de Pastoral da Criança em Caçapava do Sul, vamos saber quando e como iniciou no Brasil.
Em 1982 , em uma reunião da ONU, sobre a paz mundial, na Suíça James Grant da UNICEF , sugeriu ao Cardeal Dom Paulo Evarist Arns , a criação de um projeto de igreja para combater as altas taxas de mortalidade infantil o Brasil , provocada , principalmente pela diarreia.

Em 1983, Dra. Zilda Arns Neuman (in memorian) médica pediatra e sanitarista, irmã de Dom Paulo, aceitou o projeto o com algumas mulheres criou no Brasil, em florestópolis no paraná a pastoral da criança pode auxiliar na diminuição da mortalidade infantil com uma metodologia e espiritualidade própria no trabalho, na saúde, nutrição, cidadania e educação da criança desde o ventre materno até os 6 anos de vida.

Em 1984, Irmã Helena Arns e Irmã Maria Scheibell inicia a pastoral da criança no Rio Grande do Sul nos municípios de Santo Antônio da Patrulha e Canoas.

Em 1987, Pe. José da Luz (in memorian), a professora Sonia Pergher (in memorian) e a professora Maria Ani Leão Dias, e outras líderes, juntas na capela Nosso Senhor do Bom Fim (capelinha), iniciam nas comunidades do bairro São Gerônimo e Bairro Floresta a pastoral da criança com pouco recurso e muita doação.

Nestes 30 anos de atividade da Pastoral da Criança, passaram mais de 60 líderes, voluntárias, em mais de 28 comunidades urbana e rural incentivando com cursos de geração de renda, orientando sobre hortas caseiras, alimentação saudável, saúde, nutrição, educação, e cidadania para a melhor qualidade de vida.

Importante que se diga que a Pastoral da Criança não tem finalidade assistencial. É um organismo social da CNBB, é comunitária de atuação nacional e internacional que tem seu trabalho baseado na solidariedade humana e na partilha do saber. Não é poder é saber. É ecumênica, aberta a pessoas de todas as religiões. Não faz distinção de raça, cor, sexo, opção política ou nacionalidade.

Nossas líderes são capacitadas em 15 encontros com duração de 8 horas cada e permanecem em capacitação constante para que possa desempenhar seu trabalho mais próximo da vida das gestantes e crianças. Visitam mensalmente as famílias escutam, aconselham, consolam, ajudam e as encaminham a comunidade de fé ou a entidades com ação social governamental ou não governamental.

Neste tempo muitas foram os nossos desafios, como não ter onde “celebrar a vida” (o dia da avaliação e pesagem das crianças) e faziam esta celebração de baixo de árvores em terrenos baldios. A nossa sede, digo nossa porque ali foi iniciado este projeto de vida, a capelinha, já esteve para cair, se desmontando, em 2010, nós lideres, colocamos o bloco na rua para angariar fundos materiais para reconstruir (madeira, janelas, pisos, forro, cimento, areia, tintas, e etc.), fizemos campanha no rádio e batemos de porta em porta no comércio e conseguimos o necessário. A paróquia pagou a mão de obra, graças a Deus hoje devido a falta de voluntários estamos em apenas três comunidades. Mas não desistimos jamais, pois com fé e confiança naquele que nos escalou, nos chamou e nos enviou na missão: Jesus Cristo não nos abandona.

Assim continuemos nestes 30 anos, festejamos com alegria e somos gratos a todas as pessoas que participaram desta caminhada e homenageamos aqueles que já não estão mais entre nós e também por estas abnegadas voluntarias que não desistem. Porém, temos um grande desafio para 2018, resgatar a Pastoral da Criança em todas as comunidades do município, por isso quero lançar ao povo caçapavano – homens e mulheres – de qualquer idade que venham participar conosco desta missão tão importante na vida de muitas crianças.

Não podemos nos sentir felizes, enquanto soubermos que existem muitas famílias com crianças e gestantes em situação de risco. Participe conosco, para alcançarmos de 100% de acompanhamento às nossas crianças. Desta forma mostrar a todos que a Pastoral da Criança é oportuna mesmo quando o Poder Público realiza o acompanhamento que as crianças tem direito.

A Pastoral da Criança não quer competir, queremos sim participar, somar, para continuar construindo e reconstruindo esta bonita historia de amor a vida.

Lígia Maria de Oliveira
Membro da Rede Nacional de Comunicadores da Pastoral da Criança