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Prefeitura pede socorro na segurança pública

Prefeitura pede socorro na segurança pública

O prefeito Giovani Amestoy esteve na quinta-feira, dia 16, em Porto Alegre reunido com o Secretário-chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, para pedir socorro em relação ao fechamento de órgãos de segurança pública de Caçapava devido a falta de contingente.

Amestoy relatou a Biolchi o fechamento do plantão da Polícia Civil e também do encerramento do atendimento da guarnição do Corpo de Bombeiros para ocorrências no turno da noite. Além de citar a falta de efetivo da Brigada Militar.

O prefeito disse que esteve reunido na semana passada com o Secretário de Segurança Pública do Estado, Cézar Schirmer, para entregar um ofício de pedido emergencial para que os órgãos de segurança pública de Caçapava mantivessem o atendimento, mas que foi informado pelo secretário que os novos agentes de segurança serão lotados todos na região metropolitana.

“Sabemos do estado de calamidade pública da área de segurança em todo o Estado, mas é um absurdo que municípios menores como o nosso, interioranos, onde vivem os produtores rurais que sustentam a economia do estado – e que são vítimas de abigeatários diariamente- sejam esquecidos pelo Estado quando da nomeação de novos agentes como ocorreu”, cobrou o prefeito.

Amestoy informou a Biolchi ainda ter entregue uma lista com nomes de brigadianos, policiais civis e bombeiros que têm o interesse de transferência para o município, além de apresentar dados correlacionados à segurança pública do município.

“Existem poucos brigadianos atuando no município, antigamente eram mais de 70, há somente quatro viaturas e o número de efetivo é insuficiente para combater a criminalidade que aumentou significativamente nos últimos anos”, falou.

Segundo a Coordenadoria de Comunicação, a Prefeitura de Caçapava repassou um valor significativo ao Estado nos últimos 12 meses, sendo R$10 mil à polícia Civil, R$10 mil à BM, além de colaborar com a contratação de estagiários para a Civil, BM, Corpo de Bombeiros e Instituto Geral de Perícias que, além de funcionários, tem custo zero da locação do prédio onde funciona e que é mantido pelo município, relatou Amestoy à Schirmer e Biolchi.

“O município contribui além do que pode com o Estado. E esta relação tem sido uma via de mão única, apenas da prefeitura. E quando pedimos socorro para que mantenhamos nossa segurança pública em funcionamento não somos atendidos. Caso não haja o auxílio de efetivo da BM e Civil, como nos foi informado, cancelaremos o Carnaval na cidade porque o Estado não cumpre sua função mínima, que é de fornecer segurança”, disse o prefeito.

Segundo a BM de Caçapava, no ano de 2016 foram atendidas 596 ocorrências, sendo o maior número de registro o de furtos qualificados (69); foram 15 roubos, nove tentativas de homicido (sete consumados); 53 furtos simples, 27 apreensão de entorpecentes e 15 de porte ilegal de armas.

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