Duas atividades realizadas no domingo, dia 25, nos municípios de Amaral Ferrador e Arambaré, serviram para discutir os impactos da possível instalação de projeto para extração de minérios nas Minas do Camaquã, assim como para debater estratégias de mobilização da comunidade da Zona Sul para barrar o empreendimento.

O Ginásio de Esportes de Amaral Ferrador sediou a II Jornada em Defesa do Camaquã, evento organizado pelo gabinete do deputado estadual Luiz Fernando Mainardi (PT), em conjunto com o grupo União pela Preservação do Rio Camaquã. Mais de cem pessoas circularam pelo evento que teve palestras e atividades culturais.

Defensor da causa, que se opõe ao projeto da Votorantin Metais, que pretende instalar mina para exploração de chumbo, cobre e zinco na nascente do Rio Camaquã, o deputado Luiz Fernando Mainardi reafirmou que a comunidade gaúcha, especialmente a que integra a bacia hidrográfica do rio, não pode aceitar o projeto.

“O empreendimento ameaça toda essa biodiversidade e pode colocar em risco a saúde humana”, justificou o parlamentar, destacando que o objetivo é barrar a mineração no Rio Camaquã.

O prefeito de Amaral Ferrador, Amaral Natanael do Vaz Candia, afirmou que “se a mineração fosse a salvação para os municípios Caçapava do Sul seria um município rico. Quero o progresso para o meu município mas mineração só vai nos trazer doenças”.

Já o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Silva, estabeleceu ser necessário realizar um trabalho de convencimento junto a todas as Câmaras de Vereadores que integram a Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã e deputados. “Precisamos demonstrar à opinião pública que este projeto só nos trará desgraça”, concluiu.

Arambaré discute estratégias
Ambientalistas e lideranças de Arambaré estiveram reunidos no final da tarde deste domingo em encontro organizado pelo vereador Eduardo Silva (PT). A reunião serviu para debater ações que se contraponham a instalação do projeto Caçapava do Sul, da mineradora Votorantin, na localidade das Minas do Camaquã, com o objetivo de explorar a produção de chumbo, cobre e zinco.

Na opinião de Mainardi, a mobilização popular é única forma de impedir a instalação do empreendimento que coloca em risco toda a bacia hidrográfica do Rio Camaquã. A seu ver, “o lucro de um empreendimento como este vai em boa parte para fora do país. Esse projeto é um esrespeito com a população desta região”. A mobilização é a única forma de impedir isso”.

O evento contou, também, com a participação de representantes de vários partidos políticos, entre os quais o vereador do PT de Camaquã, Marco Longaray.

(Gabinete do Deputado/Foto: Divulgação)