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Ruas de Caçapava – Barão do Rio Branco – Fátima Jovane Nunes

Ruas de Caçapava – Barão do Rio Branco – Fátima Jovane Nunes

A Rua Barão do Rio Branco está localizada em Caçapava do Sul, no centro da cidade, entre a Rua Bento Gonçalves e a Avenida Pinheiro Machado, denominada através de Lei Municipal.

O Barão do Rio Branco, de nome José Maria da Silva Paranhos Júnior, nasceu em 20 de abril de 1845 no Rio de Janeiro, filho de Maria Tereza de Figueiredo Faria e de José Maria da Silva Paranhos (Visconde de Rio Branco). Em 1872, casou-se com a atriz belga Marie Philomène Stevens.

O Barão do Rio Branco foi professor, jornalista, advogado, político, historiador, biógrafo, promotor público, diplomata, deputado provincial, cônsul geral em Liverpool, ministro das Relações Exteriores e ministro Plenipotenciário em Berlim, membro da Academia Brasileira de Letras e Presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Escreveu diversas obras, entre as quais Memória Brasileira, História Militar do Brasil, História da Tríplice Aliança, Efemérides Brasileiras e Episódios da Guerra do Prata. Também teve artigos publicados nos jornais “A Nação” e ” Jornal do Brasil”.

Logo após a Proclamação da República do Brasil foi nomeado Superintendente dos Serviços de Imigração para o nosso país, na Europa.

Barão do Rio Branco teve a responsabilidade de negociação de grande parte das fronteiras brasileiras, como as de Santa Catarina e do Paraná. Entretanto, ficou mais conhecido pela negociação do Tratado de Petrópolis, que resultou na anexação do Acre. A atuação de Rio Branco na pasta das Relações Exteriores ficou marcada pela sua habilidade com que resolveu inúmeras questões de limites com países sul-americanos e por tratados com nações européias e da América, tanto que permaneceu no cargo nos governos de Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca.

José Maria da Silva Paranhos Júnior recebeu o título de “Barão do Rio Branco” em 20 de maio de 1888, e é considerado o Patrono da Diplomacia por ter resolvido importantes questões de fronteiras do Brasil com os países vizinhos de maneira pacífica e sem necessidade de conflitos armados. O Barão do Rio Branco foi uma das figuras mais importantes e respeitadas do Brasil. Em sua homenagem, o seu nome foi dado à Capital do Estado do Acre, assim como várias cidades, ruas, avenidas, monumentos, escolas e institutos no Brasil e exterior. Ele teve sua efígie estampada na antiga nota de cinco mil réis, na de cinco cruzeiros e na de um mil cruzeiros, a qual foi incorporada na gíria o termo “Barão”, como sinônimo de mil. Atualmente Barão do Rio Branco estampa moedas de 0,50 (cinqüenta centavos) em circulação no Brasil.

Desde o ano de 1970, no dia 20 de abril, data de seu aniversário, comemora-se o “Dia do Diplomata”.
O Barão do Rio Branco era grande admirador do carnaval e costumava dizer que apenas duas coisas no Brasil eram organizadas: a desordem e o carnaval.

O Barão do Rio Branco faleceu no dia 10 de fevereiro de 1912, aos 66 anos, em pleno carnaval. Sua morte durante os festejos carnavalescos daquele ano alterou o calendário da festa popular e o governo acabou transferindo o mesmo para o mês de abril. Mas o povo, por conta própria, realizou o evento na data prevista. Então aconteceram dois carnavais, nos meses de fevereiro e abril.

Fátima Jovane Nunes
Pesquisadora do Caçapava Memória

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