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Ruas de Caçapava – Carlos Drummond de Andrade – Por Fátima Jovane Nunes

Ruas de Caçapava – Carlos Drummond de Andrade – Por Fátima Jovane Nunes

A Rua Carlos Drummond de Andrade está localizada nesta cidade de Caçapava do Sul, no Bairro Figueira, paralela à Rua Maria Ambrosina Dias Medeiros, logradouro 492, denominada através de Lei Municipal.

Carlos Drummond de Andrade nasceu na cidade de Itabira, Minas Gerais, no dia 31 de outubro de 1902, filho de Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond.

Foi casado com Dolores Dutra de Morais por 62 anos, de cujo matrimônio nasceram os filhos Maria Julieta e Carlos Flávio.

Carlos Drummond de Andrade foi um poeta considerado dos maiores do século XX, tradutor e cronista brasileiro. Diplomado em Farmácia, professor de português e geografia em Itabira e redator do Diário de Minas, de Belo Horizonte. Engajou-se no movimento modernista, fundando inclusive o órgão que regionalmente representou o movimento, “A Revista”. Exerceu cargos públicos e, no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, se aposentou em 1962.

Na sua extensa biografia destaca-se a poesia e a crônica, sendo a primeira responsável pela inclusão do poeta entre os maiores da língua portuguesa, ao lado de Camões e Fernando Pessoa.

Drummond foi tradutor de autores como Balzac, Federico Garcia Lorca e Moliére.

Muitas obras foram lançadas por Carlos Drummond de Andrade, entre crônicas e poesias, tais como: Sete Faces, A Paixão Medida, As Impurezas do Branco, A Vida Passada a Limpo, O Poder Ultra-jovem, A Fala que Ama, A Voz de Cada Um e Receita de Ano Novo. Durante sua carreira, foi lhe oferecido o “Prêmio de Brasília” que, por ser uma distinção oficial, resolveu não aceitar, em protesto à prisão de colegas seus e à tortura de jornalistas. Também não aceitou participar da Academia Brasileira de Letras, pois “se aceitasse, não teria mais autoridade para criticá-la”.
Entre tantas homenagens que Drummond recebeu destacamos uma escultura em bronze diante do mar num banco na Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde está escrita a frase “No mar estava escrito uma cidade”.

De autoria de Drummond:
“Não basta sentir a chegada dos dias lindos.
É necessário proclamar: “Os dias ficaram lindos”.
“A natureza não faz milagres, faz revelações”.

Carlos Drummond de Andrade faleceu no Rio de Janeiro em 17 de agosto de 1987, aos 85 anos de idade.

Por Fátima Jovane Nunes – Pesquisadora
fatimajovane@hotmail.com

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