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Caindo na realidade

Caindo na realidade

Findo o primeiro mês do ano, suas comemorações e as dos aniversariantes da família e de amigos, eis que o segundo chega com novas motivações e exigências. Deixamos cair a ficha e encaramos a realidade. Nos orçamentos, nos planos de contenção de gastos – quanto o preço dos gêneros e remédios, mais os planos de Saúde aumentaram! E nas atividades do dia a dia para que a vida seja plenamente justificada.

Pois é, se o mundo deixou de ser humano, se escravos do trabalho ainda existem, se crianças são torturadas, vítimas de balas perdidas ou de pedófilos, se mulheres são vítimas de seus companheiros, se as famílias deixaram de ser a primeira escola das virtudes morais, e os governos nem estão aí para a miséria do povo e só ligam para o poder e o dinheiro – da classe privilegiada – qual o nosso papel em tudo isso? E pensar que somos a maioria, e “eles” apenas nos representam. E, se nos representam, deveriam ter os mesmos ideais. As mesmas necessidades, o mesmo respeito pelos direitos humanos.

Temos que fazer um diagnóstico de nós mesmos, virtudes e defeitos, responsabilidade pelos nossos atos ou omissões. Como tratamos as pessoas que nos servem? Com salário justo, cordialidade, enfim, como pessoa igual a nós nas origens e direitos? Sei de patrões que extraviaram de propósito a Carteira de Trabalho da doméstica que os serve há décadas só para não pagar os encargos sociais. Agora, cansada, adoentada, na terceira idade, ela não tem como se aposentar por falta dos comprovantes.

Vizinhos recalcados que danificam as casas dos desafetos, lançam calúnias, semeiam a discórdia e a maledicência…

Eleitores que vendem seu voto, elegendo candidatos corruptos, são incontáveis. Vale uma cesta básica, uns litros de combustível… E multidões de analfabetos que não sabem votar, e dão o seu voto a troco de uma cesta básica ou qualquer outro bem. E nunca serão alfabetizados, porque assim eles são mais dóceis aos interesses dos poderosos.

Estamos numa fase de desconstrução: da História, dos ídolos e heróis que reverenciávamos, e isso graças aos trágicos acontecimentos do final de 2020 que vitimaram pessoas de origem africana. Em todo o mundo, as manifestações tiveram forte repercussão, e seus frutos modificaram leis, desmitificaram vultos notáveis que, de beneméritos, passaram a ser considerados carrascos dos escravos e dos humildes.

E, na Educação, Paulo Freire, cujas doutrinas são seguidas nos países nórdicos, de Primeiro Mundo, como Dinamarca e outros, foi alijado dos planos do MEC como anti-herói, esquerdista e inimigo do país.

Felizmente, estudiosos, cientistas e analistas econômicos e políticos nos ajudaram a encarar a realidade. Em entrevistas na TV e no Rádio, eles nos esclarecem os fatos e apontam o caminho por onde devemos seguir, de olhos bem abertos e com vontade de mudar.

E agora, com a vacinação em andamento, parabenizemos a Ciência, a Educação e a Constituição de nosso país, que teve seus leais defensores e venceu grandes batalhas. Graças a Deus.

 

Anna Zoé Cavalheiro

 

P.S.: Ao meu colega de coluna Tiaraju, muito obrigada pelas elogiosas palavras. Elas são mais um incentivo para quem ainda conserva a graça de estar ativa.

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