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Juro na politica econômica

Juro na politica econômica

O estabelecimento de juro sempre foi um instrumento utilizado na definição da politica econômica de um país. Um juro elevado atrai recursos, mas dificulta a tomada de dinheiro pela iniciativa privada comprometendo a dinâmica econômica. Quando o juro é baixo serve como indutor para a área produtiva, agilizando a produção, mas compromete as reservas do país devido à fuga de capitais. O Brasil já viveu tempos de juros acima de dois dígitos, ficando entre os maiores do mundo, aonde o dinheiro motel, aquele que chega num dia e sai no outro, foi a grande vedete. Era necessária muita coragem para tomar dinheiro e investir na produção. Um juro elevado também traz problemas para o governo quando necessita tomar recursos no mercado para financiar ou investir, pois a divida tem um ritmo de crescimento elevado.

Mundo abaixo de zero.

O juro real é a taxa de juro descontada a inflação de um período. Quando a taxa de inflação é superior ao juro, a taxa fica negativa. No ultimo movimento o Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic para 2% . Com a inflação, IPCA, de 1,63% projetada para os próximos 12 meses, o juro real brasileiro ficou em

-0,37%. A fixação de juros reais negativos já é utilizada por vários países com o objetivo de incentivar a economia, deixando mais dinheiro no mercado, favorecendo o consumo e o investimento. Este movimento de afrouxamento monetário foi intensificado após a crise internacional de 2008 principalmente na Europa e Estados Unidos. Em alguns países bancos já cobram taxas dos correntistas para guardar suas poupanças.  Recentemente a Infinity Asset Management, administradora de recursos, organizou um ranking da taxa de juros reais de 40 países, onde 70% estão com taxas negativas. O juro real mais alto é de 2,97% na Indonésia, seguindo pela Argentina com 2,53%. Já o negativo mais acentuado é de -3,03 na Polônia e -2,99% em Taiwan. Estes números foram analisados ainda quando a Selic no Brasil era 2,25% e nesta oportunidade o país se encontrava na 26ª. colocação, devendo agora com a nova taxa cair no ranking dos juros internacionais. São novos tempos que chegaram após 2008 e deverão continuar mais fortes agora com a pandemia, pois a luta pela sobrevivência e crescimento vai ser intensificada, sendo este instrumento é uma arma poderosa da politica monetária para estimular as economias..

O papel do Estado na economia.

Existem varias correntes que discutem e criam teorias para explicar a importância da participação do Estado na estrutura da economia de um país. Existem aqueles que apregoam que o setor público deve participar fortemente, investindo, orientando, conduzindo o processo de desenvolvimento. O Estado seria o senhor todo poderoso do qual tudo depende e tudo pode, sendo que a iniciativa privada seria coadjuvante. Outros, os liberais, dizem que o Estado deve participar apenas no básico, saúde, educação, segurança, etc. cabendo aos empresários, iniciativa privada, a condução e rumos da economia. Inicialmente o governo Bolsonaro rezava pela cartilha dos liberais, pregando a diminuição do tamanho do setor publico que nas ultimas décadas se tornou o grande protagonista. Com fechamento de empresas públicas, ministérios e privatizações, tudo estava caminhando para o proposto. Aí veio o covid-19, uma pandemia que derrubou tudo e a todos, forçando uma decisão com inversão total do planejado. Era necessário um socorro imediato tanto as empresas como a população fazendo a produção continuar e o consumo mantido, fazendo com que o Estado fosse o principal protagonista neste novo momento. Graças a esta atitude empresas e empresários estão sobrevivendo e os menos favorecidos estão tendo condições de continuar consumindo. A economia, depois de um duro golpe, volta a funcionar. Este é um fato que tem o reconhecimento da grande maioria dos brasileiros. A Fecomércio de São Paulo, segundo estudo recente, afirmou que a queda de vendas do comércio neste ano deverá ser a metade do esperado, devido o auxilio emergencial do governo federal. Era esperado um recuo de 13,8% no faturamento, mas com o pagamento de R$ 600,00 a desempregados, informais, etc, a retração deve ficar em 6,7%. Imagine o que seria da economia brasileira e dos brasileiros se o Governo Federal estivesse se omitido neste momento. O que ainda é impossível vislumbrar é o cenário após este suporte diminuir.

Pense.

Trabalhe duro e em silêncio. Deixe que o seu sucesso faça barulho.

Por Harri Goulart Gervásio –  Economista

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