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Lei da oferta e procura

Lei da oferta e procura

Em economia existe a lei da oferta e procura que determina a formação de preços. Isto acontece em sistemas econômicos que são regidos pelas leis de mercado, diferente de países e regiões de sistema socialista onde os preços são fixados pelos governos. A lei da procura diz que quanto menor o preço, maior a quantidade de consumidores buscando certo produto. Quando aumenta o preço a tendência é de que o consumo caia. No lado da oferta quanto maior a quantidade de um produto no mercado, menor tende a ser o seu preço. No outro lado a escassez deste produto faz o preço subir. Muitas vezes o desequilíbrio no mercado é provocado por questões atípicas como, por exemplo, quebra de safras alheia a vontade dos agentes. Normalmente o mercado tende ao equilíbrio, determinando o quanto deve ser produzido e a que preço o consumidor estará disposto a consumir. Os preços influenciam as decisões de produtores e consumidores. Preços baixos estimulam o consumo e inibem a produção, enquanto o inverso reduz o consumo e encoraja a produção. Essas são forças que movem a economia de mercado.

Acabar com a lei?

Diz o anedotário popular que um vereador de uma pequena localidade, no século passado, ficou chateado devido à pressão dos seus eleitores que reclamavam do aumento de preços nos produtos de alimentação. Prometeu fazer uma forte reclamação na próxima sessão, acolhendo os seus pedidos. Devidamente escrito estava ensaiando um belo discurso quando foi aparteado por um colega dizendo que os preços eram regidos pela lei da oferta e da procura. O então vereador de posse da palavra sugeriu que então esta lei fosse revogada. Isto é perigoso e impossível, retrucou o do aparte, porque é uma lei do finado Getúlio! É apenas estória!!!!

Alta do arroz.

Entendendo um pouco de oferta e procura é oportuno comentar sobre a alta do preço do arroz que esta preocupando os consumidores. É bom repetir que em economia tudo tem dois lados. De um lado os produtores batendo palmas por ver o seu produto valorizado e por outro os consumidores apavorados devido à alta continuada no preço deste alimento tão importante na mesa de todos. Esta alta tem vários componentes dentre eles o aumento de consumo neste período de pandemia, motivado principalmente pela ajuda emergencial do governo federal. É sabido que o aumento de renda nas classes menos privilegiadas ativa diretamente o consumo de alimentos. Maior demanda, alta de preços! Em segundo lugar a alta do dólar incentivou a exportação reduzindo o estoque interno. A queda na oferta aumenta os preços! Como os estoques reguladores do governo estão baixos, há bastante tempo, foi impossível colocar mais produto no mercado para regular os preços. Deve ficar claro que as importações autorizadas vão apenas evitar que o preço continue aumentando, sem fazer o preço cair, pois o valor pago pelas importações está muito parecido com os do mercado interno. A pergunta que fica é quando o preço do arroz deve baixar significativamente de preço? Como a questão é de oferta e procura, ou seja, a oferta é pouca para satisfazer e demanda, esta equação somente pode ser alterada quando a oferta do produto crescer porque a procura  deve permanecer neste nível. Para modificar a oferta somente com a próxima colheita que vai acontecer no começo do ano, isto levando em conta que a área cultivada fique maior e as condições de clima sejam favoráveis. É, depende do produtor e de São Pedro! Importante: evite fazer estoque, compre apenas o necessário. Minha sugestão é que você substitua, deixe de comprar aquele xis e adquira cinco quilos de arroz!

PIB global deve cair -4,5%.

Segundo o relatório Economic Outlook da OCDE a economia global deve cair este ano cerca de -4.5% e para 2021 é esperado um crescimento de 5%. Para o Brasil a estimativa é de um recuo -6,5% neste ano com a perspectiva de que em 2021 a economia brasileira cresça 3,6%. Já o Banco Central brasileiro prevê um tombo na economia neste ano de cerca de -6,4% bastante próximo do numero da OCDE. Os economistas do mercado financeiro reduziram novamente as projeções de queda do PIB brasileiro estabelecendo -5,11% para este ano e um crescimento de 3,5% para o ano que vem. Voltando aos dados da OCDE, a China deverá crescer 1,8% enquanto a queda da economia nos EUA deve ser de -3,8%; zona do euro -7,9%; Índia -10,2%. São números que possibilitam projetar cenários futuros baseados nos números atuais. A pandemia atingiu a todos, sem perdão!

Pense.

Saiba a diferença entre esperar e perder tempo.

Economista – Harri Goulart Gervásio

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