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NOS BASTIDORES DA QUARENTENA

NOS BASTIDORES DA QUARENTENA

Estamos há um mês no isolamento social, mas felizmente em comunicação via on-line, o que nos dá coragem de prosseguir com o sacrifício a bem da saúde de todos. As queixas que minhas colegas de alto risco – mais de sessenta anos – fazem é de quando chegam ao espelho e veem seu cabelo precisando de urgentes reparos, pintura, penteado, pois ele é a moldura do rosto, sentem-se infelizes. E também as unhas quebradas ou lascadas, com o esmalte descascado, uma triste imagem que os detergentes e sabões em pó do trabalho doméstico produzem.


Mas outro fato que é frequente são as lembranças de pessoas esquecidas na voragem dos tempos. Algumas reaparecem nas mensagens recebidas, tão apreciadas. Outras são evocadas por um detalhe ou outro que nos surge de repente. Nas diversas maneiras do cuidado da casa, nos ditos oportunos ou espirituosos de algumas que já estiveram conosco.
Uma de minhas queixas é não ter com quem compartilhar, no café da manhã, dos sonhos da noite, que se não contados de imediato se apagam num instante.


Sonhei na semana passada com a Morgani Mor, ex-diretora da Escola Dinarte Ribeiro. E que administradora excelente ela foi. Muito competente e conhecedora das leis de ensino, dirigia o estabelecimento com justiça e humanidade. No sonho, caminhávamos conversando sobre esse fenômeno do esquecimento. Pois na comemoração dos 90 anos da Escola, seu nome não chegou a ser lembrado. Nisso eu olho para o céu e aponto para uma estrelinha brilhante. Então, digo à Morgani: “Ali está a Maria Augusta.” Agora, acordada, toda noite eu vejo a mesma estrela, e o sonho não foi esquecido.


A pergunta geral do momento é: “Até quando?” O futuro é incerto. Dizem que o ar está mais puro nas cidades que obedecem às medidas de isolamento. Um efeito colateral que trouxe benefícios. Mas o exemplo de outros países que reduziram a contaminação não tem sido seguido na íntegra. Há comunidades neste nosso imenso território que não estão nem aí com as recomendações das autoridades da saúde e continuam sem proteção para si mesmos e para os outros.


Felizmente os decretos de nosso Prefeito estão sendo bem oportunos nas medidas de proteção contra esse terrível mal que nos ameaça. E nenhum caso de Covid-19 foi comprovado aqui. Entretanto, não dá para relaxar os cuidados. Prevenir é o melhor remédio. E as orações ainda mais.


Por Anna Zoé Cavalheiro

 

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