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OUTUBRO, ME PERDOA

OUTUBRO, ME PERDOA

Falei mal do mês de Outubro. E ele agiu como todo cristão deveria fazer: em vez de castigar-me, apresentou seu lado mais bonito e sagrado. Sucederam-se dias claros e bem temperados, nem frios, nem quentes. Os quero-queros começaram cedo a cantar; os galhos das árvores reverdeceram e abrigaram dezenas de ninhos. As crianças vibraram com o seu Dia e grupos divertidos de jovens percorreram as ruas distribuindo-lhes pirulitos e balas.

Em todo o território nacional, bênçãos de nossa Padroeira, N. Sra. Aparecida, se espalharam, levando conforto para os aflitos, esperança para os desesperançados e fé para os pessimistas.

Notícias da queda na contaminação do corona ecoaram pelas diversas regiões do Estado e do país. Pena que nossa cidade não pode festejar esse fato, pois mais contágios surgiram.

Em todo o caso, não foi por culpa do mês de Outubro, nem do zelo de nossas autoridades. Teria sido negligência de muitos que se aglomeraram em festas pensando que o mal já passara? Da falta de máscara e de cuidados sanitários e demais protocolos recomendados?

Está na hora de pensarmos em nossa responsabilidade de cidadãos e deixarmos de esperar que o Governo faça tudo pelo bem comum. Os tempos são outros, mas a democracia continua com os mesmos preceitos. Direitos iguais e deveres também. E como o antigo diretor da querida Escola João Neves costumava insistir: “o direito de cada um termina onde começa o direito do outro”.

Nas diversas celebrações religiosas do mês, os sermões tiveram por tema esse amor que devemos dedicar ao próximo, saindo de nossa zona de conforto para preocupar-nos e ocupar-nos com as necessidades de nossos irmãos. Aprender a perdoar e aceitar opiniões diferentes das nossas.

Seria tão bom que assim fosse entre os cidadãos. Acabariam as divergências na administração dos bens públicos e das políticas sociais; os incêndios e devastação das florestas seriam evitados ou minimizados; e os recursos naturais teriam os destinos apropriados para promover o crescimento da economia, o progresso do país e o aprimoramento dos benefícios sociais.

Até parece que sou candidata na próxima eleição. Mas o certo é que vou pensar muito e escolher a dedo aqueles que administrarão nossa cidade e os que farão as leis, para que atendam as melhores esperanças de seu povo que só almeja o bem para todos.

Ainda temos uma quinzena de outubro para viver. Que ele continue agradável como até aqui. Com gorjeios de pássaros, perfume das flores, crianças brincando com seus novos presentes e todos gozando de saúde física, mental e espiritual. Com as bênçãos da querida Padroeira Nossa Senhora Aparecida.

Por Anna Zoé Cavalheiro

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