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Santos FC pede ajuda

Santos FC pede ajuda

Em uma série de três vídeos divulgados nas redes sociais no dia 05 de janeiro, os responsáveis pelo Santos FC pedem ajuda para manter a escolinha aberta. O principal pedido é por um campo de futebol para que os treinamentos possam ter melhor qualidade.

– Pouca gente nos apoia. Hoje, pra gente conseguir uma bola, é uma dificuldade muito grande. Nós treinamos em um campo de sete para jogar onze; numa quadra de cimento para jogar futebol de salão lá no Melão. É uma dificuldade muito grande a que nós temos – diz Roque Lanque, presidente do Santos, em um dos vídeos.

Devido à falta de apoio, existe a possibilidade de que a escolinha encerre suas atividades depois de 38 anos de existência e de ter formado jogadores como Jaílson, campeão da Copa Libertadores da América pelo Grêmio em 2017 e que, hoje, atua no Dalian Pro, da China.

– Se a gente não conseguir um apoio, não conseguir um campo para treinamento, infelizmente, nós vamos fechar a escolinha. E quantos guris vão ficar na rua? Hoje, nós trabalhamos com mais de 200 guris entre todas as categorias – completa Roque.

Os vídeos foram gravados tendo como fundo os troféus conquistados pelos atletas do Santos ao longo dos anos. Segundo Daniel Bitencourt Oliveira, auxiliar técnico do time, a escolinha atende a crianças de diversos bairros da cidade, tanto meninos quanto meninas. Por isso, um dos pedidos é que, no campo, tenha banheiros masculinos e femininos.

Ainda de acordo com o que foi manifestado nas redes sociais, a escolinha não tem nenhum lucro.

– A gente não pensa em dinheiro, não tem a ambição de dinheiro. A gente quer é a gurizada fora das ruas, das drogas, sendo cidadão. O principal é ser cidadão, ter disciplina. – dizem Roque e Daniel.

O último dos vídeos encerra com o apelo para que as autoridades e a população se sensibilizem e ajudem o Santos para que a escolinha não tenha que fechar as portas e possa continuar realizando seu trabalho social.

Uma semana depois da divulgação dos vídeos, a Gazeta conversou com Daniel. De acordo com ele, uma solicitação foi enviada à Câmara de Vereadores, que prometeu uma resposta até o final desta semana. A ideia é construir um Centro de Treinamentos (CT) para o Santos, e reconhecer o trabalho que Roque faz pela comunidade e pelas crianças de Caçapava.

– Queremos um CT que tenha uma boa estrutura. Queremos poder dar água gelada para as crianças que vêm treinar. Agora, elas têm que tomar água morna. Muitas crianças vêm sem comer nada. Então, queremos um CT bem preparado, com bastante espaço para as crianças de Caçapava. E queremos, também, que nosso trabalho seja reconhecido, que as crianças sejam reconhecidas pelo belo trabalho que elas fazem nos campeonatos. É só disso que precisamos – declarou o auxiliar técnico.

Os alunos da escolinha são o orgulho de Daniel. O Santos atende crianças do sub-9 até adolescentes do sub-17, que é a base do time que disputa a segunda divisão do campeonato de futebol de Caçapava. Para Daniel, eles são a seleção de Caçapava e, em breve, estarão brilhando nos campos de futebol do Estado.

Ainda de acordo com o auxiliar técnico, dois vereadores, Antonio Dias de Almeida Filho (Lelo – MDB) e Mariano Teixeira (PP), estão cuidando do caso da escolinha junto à Câmara, e ele espera receber uma resposta deles até sexta-feira.

Contatada pela Gazeta, a Prefeitura informou que a Secretaria Geral, responsável pelo desporto, foi procurada por Daniel, que manifestou interesse num espaço público do município. Porém o local já está ocupado, pois foi cedido aluguel social à família em situação de vulnerabilidade. Entretanto, outras possibilidades estão sendo estudadas.

A Prefeitura também informou que desenvolve projetos sociais voltados ao aprendizado e prática esportiva através da Coordenadoria Municipal de Desporto (CMD), sendo que a Escolinha do Atleta, que oferta aulas de vôlei e futsal, masculino e feminino, e futebol de campo está com as atividades interrompidas devido à pandemia, mas, tão logo for fornecida a vacina e possa haver o retorno das aulas do município, a prática esportiva deve ser normalizada.

Procurados pela Gazeta, os vereadores responderam, através da Assessoria de Comunicação da Câmara, que estão trabalhando junto ao executivo e estudando políticas públicas exequíveis, adequadas a legalidade e que se enquadrem no orçamento municipal a fim de viabilizar uma solução para essa importante questão, tendo em vista os relevantes serviços sociais e esportivos prestados nesses 38 anos pela escolinha do Santos.

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