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Vinte e um anos de histórias do Táxi da Preta

Vinte e um anos de histórias do Táxi da Preta

Muito antes dos movimentos feministas e da luta pela igualdade de gênero, ela ocupava um espaço que era dominado por homens. Apesar dos olhares tortos e de ser desacreditada por colegas de profissão, ela quebrou um tabu e provou que mulheres dirigem tão bem quanto homens.

Vinte e um anos de histórias e milhares de passageiros marcam a maioridade do Táxi da Preta, completados na quinta-feira (16). Foi em 16 de julho de 1999, que Lenuza Castilhos, a Preta, como carinhosamente é conhecida pelos caçapavanos, recebeu a primeira habilitação. De posse do documento, ela foi dirigir o táxi do pai, Ademir Becker de Castilhos.

O veículo, um Gol branco, ano 1998, foi o primeiro carro usado por Preta e assim que começou a transportar clientes em Caçapava, surgiram viagens para cidades vizinhas: Lavras, São Sepé e Bagé. Com o passar dos anos, a taxista passou a ser contratada para fazer viagens mais longas.

O início, como de costume, não foi fácil. Preta foi a primeira mulher taxista no município e levou algum tempo para conquistar os clientes. Hoje, muitos são fixos e inclusive, pagam mensalmente pelo serviço. Com a Ascai – Associação Caçapavana de Amparo ao Idoso – Preta trabalha há 10 anos. É ela quem leva os moradores para as consultas médicas.

A taxista costuma percorrer 200 quilômetros por dia. Com a pandemia o movimento diminuiu. Hoje ela anda 120 quilômetros. Os dias chuvosos são de movimento intenso. O telefone não para de tocar, pois as pessoas usam mais o táxi.

O Táxi da Preta é uma marca registrada na cidade e a proprietária conquistou a comunidade. “Amo dirigir e não me imagino trabalhando em outra área. Meus clientes são especiais. Sou grata e tenho um carinho enorme por eles”, revela a taxista.

Por Tisa de Oliveira/ MT 0017257/RS

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