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Um Olhar para a Vida – Ah! Que bom seria… – Anna Zoé Cavalheiro

Um Olhar para a Vida – Ah! Que bom seria… – Anna Zoé Cavalheiro

Março iniciou com uma aura especial. Com mais motivos para sorrir do que chorar. Os corações, ainda abalados pelas últimas tragédias que marcaram para sempre esse início de ano, agora se descontraem na expectativa de dias de alegria. O carnaval chegou em boa hora.

Até o momento em que escrevo esta crônica, os desfiles das escolas do Rio, de São Paulo e de outras capitais têm sido um sucesso! Palmas para a criatividade de nossos foliões, que passam um ano inteirinho planejando, ensaiando, criando alegorias e carros alegóricos com temas tão emocionantes! Dá para ver que o povo brasileiro é muito inteligente, criativo e muito original.

E não houve um senão nos desfiles, nem deslize, nem a chuva conseguiu diminuir o brilho dos passistas, a cadência sincronizada daquela multidão de foliões e suas gingas.

No Rio, como sempre e cada vez mais, tem sido um mega-espetáculo que jamais os turistas vão esquecer. Nem os nativos. E São Paulo mostrou que também tem samba no pé e muita vontade de viver o carnaval. E o desempenho de suas escolas mostra-se melhor do que nunca.

Aqui entre nós o carnaval teve também o seu encanto. Organizado, alegre, animado. O baile infantil foi uma beleza. Deu gosto admirar aquelas crianças no salão e na praça, entretidas com a festa e os brinquedos.

Jaguarão confirmou seu status de melhor carnaval do interior do Estado. Uruguaios e brasileiros numa confraternização de fazer inveja aos encrenqueiros de outros lugares. Todos unidos na mesma alegria que a música inspira.

Mas, houve alguns “mas”. Isso por conta dos arruaceiros que não sabem divertir-se de forma saudável, fraterna, mas querem é confusão. Em Porto Alegre as arruaças na Cidade Baixa deixou cicatrizes que toldaram em parte o brilho da festa da alegria. Choques com a polícia, vandalismos, carros depenados, copos, garrafas, papéis, todo o lixo que deveria estar nos conteiners, que por implicância foram desativados, ficaram enfeiando as ruas.

É triste constatar que existem pessoas tão infelizes assim. Que só se divertem destruindo aquilo que outros tiveram o trabalho de construir. Devem ter muita mágoa dentro do peito, não sabem amar e nem serem amados.

Ah, que bom seria que o Carnaval tivesse aqueles sucessos dos meus tempos de criança. Tudo era alegria, brincadeira, blocos animados, serpentina, confete, e aquela vontade de fazer todo o mundo feliz. Quem dera!

Anna Zoé Cavalheiro

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