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Um Olhar para a Vida – Festas de outras décadas – Maria Augusta S. Alves

Um Olhar para a Vida – Festas de outras décadas – Maria Augusta S. Alves

Caçapava nas décadas de 70 e 80 foi cenário de grandes festas.

Quinze anos eram festejados no Club União, com conjuntos musicais, decorações de flores, os jovens de smoking e as mocinhas em traje de gala.

Muito esperado, o Baile das Debutantes era caprichosamente organizado pelas senhoras do Lyons.

Casamentos eram também alvo de muita preparação, com bufets vindos de outras cidades, igreja ornamentada com guirlandas de flores, velas… Grande expectativa na entrada da noiva linda ao som da música preferida dos noivos.

Festas da Exposição com as melhores típicas e conjuntos musicais, vindos até de nossos vizinhos argentinos.
Um Carnaval de originais fantasias, blocos rivais esmerando-se pelas premiações, brigando pelo enredo e suas criações.

Bailes do Chopp bem organizados, com concursos para sua rainha. Também boite nas tardes de domingo muito concorridas.

Os bailes do Reveillon e do aniversário do Clube eram acontecimentos e traziam conterrâneos de longe para participar.

E os CTGs bombavam na Semana Farroupilha e nas suas datas especiais. Estes continuam a mil, cultuando nossas tradições. Cada vez maiores e mais organizados, com seus inúmeros piquetes prontos para o que der e vier.

Hoje, com idade e aposentada, estou completamente afastada da movimentação social.

E não há uma coluna especializada nisso, como antigamente. Aparecem fotos de pessoas em viagens, festas, mas sem citar nomes.

Falando em festas, lembrei de duas que não tiveram o desfecho muito feliz.

Noite gélida de endurecer o queixo num de nossos CTGs locais. Um casal de amigos nossos estava na fila dos cumprimentos, na maior boa vontade de participar do casamento de uma funcionária sua.

De repente, chega um dos ajudantes da festa e cochicha no ouvido do senhor: “Vocês têm espetos para nos emprestar?”

Foi o fim. Deram meia volta e disfarçadamente empreenderam a retirada.

Um café bem quente na sua casa restitui-lhes o calor do corpo e da alma.

A outra, não contarei desta vez. Vamos lembrar só o que foi bonito, as festas “de raro esplendor” que ficarão para sempre em nossos devaneios e saudade.

 

Maria Augusta S. Alves

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