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Tudo é relativo

Tudo é relativo

É verdade, tudo é relativo na vida da gente. “O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.”

Essa tirada não é minha, ela é da autoria de Aparício Fernando de Brinkshoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé, nascido no Rio Grande, em 1895, e falecido no Rio de Janeiro, em 1971. Ele era formado em jornalismo, foi escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro. Se fosse vivo hoje, por certo teria mais assunto do que naqueles tempos políticos do passado.

Há poucos dias, o Correio do Povo publicou uma matéria sobre suas tiradas engraçadas, sob o título “O melhor do pior”, e na qual relacionou muitos desses ditos engraçados e interessantes sob a ótica de fazer pensar. Fiquei lendo e pensando nas coisas que aconteceram durante a pandemia, e divido com vocês alguns pensamentos e algumas curiosidades que assisti nestes dois anos de coronavírus, a saber:

‒ Quando iniciaram as medidas de proteção pelo início dessa desgraça, a gente ficava com vergonha de usar uma máscara, e apareceu gente já querendo faturar com diversos modelos do incômodo acessório. Houve até quem pensasse que o uso daquele disfarce era para enganar o vírus chinês ou para ele não nos reconhecer e passar batido;

‒ Muitas casas de comércio de pequeno porte, onde só entrava uma ou duas pessoas de cada vez, foram obrigadas a fechar, assim como bares e restaurantes, mas os supermercados, abarrotados de pessoas, e as filas dos bancos de virar a quadra, com todo mundo se amontoando para receber o auxílio por causa da pandemia, permaneceram intocados;

‒ Muita gente ainda porta aquela máscara indesejada para andar pelas avenidas e estradas próximas das cidades, para correr ao ar livre e mesmo andar de bicicleta, quando todo mundo sabe que o vírus não se propaga ao ar livre e nem a distâncias maiores de um metro e meio;

‒ Cada pessoa que tivesse testado positivo teria de ficar em quarentena de 14 dias (agora são apenas sete), em sua própria casa, apartada do resto da família, mas não disseram como é que deveria ser feito nas casas com mais de duas pessoas e com apenas um quarto;

‒ Ninguém poderia ir aos bancos, que adotaram medidas restritivas de agendamentos e seleções muito rígidas, nem frequentar escolas e faculdades, mas, em 15 de novembro, oitenta por cento do eleitorado aglomerou-se para votar quase sem restrições (inclusive com campanha política nas ruas). A Justiça também parou, fechando tudo e retardando ainda mais as suas tramitações de interesse dos cidadãos.

Há muito mais para ser enumerado, com certeza, e ainda existem pessoas que não desejam ser vacinadas, sob os argumentos mais diversos, mas estamos aliviados por, enfim, nos afastar da doença, reconquistando a liberdade do ir e vir, que, aliás, é constitucional.

Vamos arrematar com mais algumas tiradas do Apporelly:

“A criança diz o que faz; o velho diz o que fez; e o idiota, o que vai fazer.“

“A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.”

“Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.”

“O tambor é oco, mas faz muito barulho.”

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